As pessoas tem uma mania chata de criticar o tipo de música que as outras gostam, né? Por que elas não podem simplesmente acatar e calar? Fazer o uso do velho ditado: “Gosto não se discute”?
Acho legal perceber que por trás de todo o tipo musical há uma cultura e particularidades. O sertanejo, por exemplo, foi um gênero que teve muitas modificações desde sua criação.
O que começou no início da século passado, com melodias baseadas no som da viola e chamado de música de raiz, já chegou ao sertanejo universitário. Entre tais “subestilos” ainda pode-se ouvir o sertanejo romântico – repleto de músicas populares – e o Country Music, com ritmos mais dançantes e canções importadas do Estados Unidos.
O sertanejo de raiz se expandiu nos anos 20, quando o jornalista Cornélio Pires permitiu que o estilo musical obtivesse um formato fonográfico adaptado para gravações em discos. O jornalista, grande estudioso da cultura interiorana, possibilitou o alastramento das típicas canções caipiras.
Mas o verdadeiro sucesso da música sertaneja veio com a formação de duplas, na década de 80. Com o abre alas puxado por Chitãozinho e Xororó, Zezé de Camargoi e Luciano, Leando e Leonardo, entre outros. Daí surgiram as clássicas músicas românticas regravadas até hoje por novas duplas. Músicas como: “É o amor”, “Nuvem de lágrimas, “Evidências” e mais.
No início do novo milênio, é que vieram as duplas com canções mais descoladas e voltadas para o população mais jovem, que era tão relutante em relação ao estilo. “Edson e Hudson”, “Guilherme e Santiago”, “Bruno e Marrone” foram alguns dos precucursores. Agora, podemos ver diariamento o sucesso de duplas que alcançaram a fama mais recentemente, como: “Victor e Léo”, “Fernando e Sorocaba”, “Jorge e Mateus” e tantos outros.
Este estilo de música, assim todos os outros, tem danças, públicos específicos, eventos e lugares característicos. É, por tanto, uma cultura e deve ser respeitada, independente de afeição a ela ou não.
Ei, psiu, beijomeliga, da P.
