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Por que assistir “A Rosa púrpura do Cairo”?

Poster de "A Rosa púrpura do Cairo"

Hoje assisti “A rosa púrpura do Cairo”, de Woody Allen. Aluguei o filme porque queria assistir mais algum dos que foram dirigidos por ele e, lendo algumas sinopses, essa me chamou a atenção.

A história de uma mulher que, em meio a crise dos pós guerra, trabalhava o dia todo para pagar as contas de casa e, pela noite, sentia-se plena indo ao cinema de New Jersey, mesmo que sozinha. Cecília, a protagonista, acaba gostando tanto do filme “A rosa púrpura do Cairo” que vai 5 dias seguidos assisti-lo…e…e…e… Surpriiise!!!
No quinto dia, o galãzinho secundário do filme salta da tela e diz estar apaixonado por ela, levando-a consigo para longe da multidão assustada, testemunha da cena bizarra que acabara de acontecer.

Não vou contar o filme até o final, pois é um dos que eu considero dignos de serem vistos. Ainda mais porque, contrariando a lógica mais do que óbvia dos filmes de Hollywood, Cecília não tem um final feliz. Entre ter que escolher pelo real e pelo fictício, ela faz a opção correta: opta pela realidade. Redescobre, no entanto, o que já sabia desde o começo da trama. No mundo real nem tudo acaba bem, ou, pelo menos, a maioria das coisas.

É, de certa forma o filme serve para vermos que mesmo quando “estamos na roça”, “ferrados” ou quando “tá tudo uma merda”, sempre temos algo que nos consola. E Cecília? Bom…Cecília sempre terá o cinema!

Beijo, da P.

(obs: O Jeff Daniels era uma gracinha em 1985)

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