Li um texto hoje de manhã que reflete muito do que eu penso sobre cinema. Resolvi reproduzir aqui. Espero que gostem desse trechinho!
“Os filmes são existencias na medida em que produzem no espectador uma sensação peculiar de reconhecimento. Como se, retrospectivamente, ele passasse de alguma forma a acreditar também já ter vivido as mesmas coisas que vivem os personagens, já ter passado pela mesma experiência. O que chamo de filme existencial depende de cada um. É resultado de um acaso, de uma sintonia e de uma identificação. É o filme que promete ao espectador uma experiência e, mais que isso, converter essa experiência em parte de sua memória afetiva, a sua vida acompanhada por travellings e música incidental. São filmes que, por diversas razões, se coadunam mais facilmente com a subjetividade de cada espectador no momento em que os vê, e que produzem uma sensação análogaà das canções que, ouvidas em certos momentos cruciais da vida, depois passam a identificá-los na cabeça do ouvinte”
Por Bernando Carvalho – Texto “O último tango em Paris ou Melody” – Livro: “Ilha deserta: Filmes” – PubliFolha