Gosto de me impor desafios. Gosto também de fazer apostas comigo mesma. Idiota isso, não? Do tipo: se eu preciso ler um livro insuportável, daqueles que – por mais que você se esforce – não trocam de página, eu me imponho metas. “Paula você não sai dessa posição até ler, no mínimo, cinco páginas”.
E na academia, então? Que sufoco! Não entendo como as pessoas acham legal aquela tortura toda! Faço ‘por obrigação’ e não por achar que fazer três séries de quinze exercícios para o bíceps seja super divertido. Daí eu faço o seguinte: ao invés de contar quinze, conto três de cinco. Freud explica? Acho que sim. Nossa cabeça pode ser facilmente confundida por nós mesmos. É impressionante!
Mas o melhor, mais difícil e triste de todos, é o desafio do trabalho de faculdade. Por mais que eu faça um curso que eu gosto, sempre tem aquelas matérias completamente non sense, não? (Dica: principalmente na Cásper). Tipo, ok que Ciências Políticas é interessante, mas eu posso não estar com vontade de ler o Manifesto Comunista! E então a estratégia é uma só: “Paula, você não pode sair de casa neste lindo sábado (ou pré-nostálgico domingo) até que tenha terminado a incrível meta de 80% dos seus trabalhos e leituras”. Isso sim é o que eu chamo de experiência de semi-morte!
Fico me perguntando às vezes se algumas pessoas que são realmente geniais leram e entenderam plenamente tudo o que me mandam ler e ainda correram atrás de mais quinhentas milhões de informações sobre aqueles mesmo autores e teorias. Gente, dá tempo pra tudo isso? Ou é melhor se focar em algumas coisas primeiro e depois dar asas aos estudos mais amplos?
Por enquanto, desculpem-me a expressão, tá foda! Quem sabe nas férias eu pare de me impor tantos desafios e leia e estude coisas que me agradam mais. Por enquanto, é “A Paixão segundo GH” que me resta”. E vamos às baratas…
Beijos (sem mordidas em insetos nojetos), da P.